Monólogos do Iogurte

Em seguida, surgiu a primeira tarefa: elaborar em três frases sobre a sensação de tomar um iogurte. O texto completo deveria ter no máximo cinco linhas.

O objetivo foi estimular a criação por meio de um objeto externo. E a relação com o iogurte produziu textos bastante diversificados. Houve memórias de infância, poemas e textos de apelo erótico. 

Narrativas curtas, concisas, em busca da precisão.

Os textos produzidos serão reunidos em um único monólogo que servirá de material para a intervenção no evento de encerramento do Apalpe.
 

Eis alguns textos produzidos:

“Lembro do danoninho negado pela mulher do meu tio. Talvez por eu e minha irmã morarmos com meu pai, de favor, ela se sentisse bem fazendo isso. Não faz mal, quando meu pai finalmente comprou um, hum…, o néctar dos deuses — aquele com geléia no fundo.” Tetsuo Takita

“Quando eu descobri já era tarde, eu nunca havia dado bola para essas pequenas coisas: docinhos, bolinhos, sorvetes, iogurte. Mas naquele momento tinha a confirmação: iogurte nunca mais. Sou alérgico a leite.” Vicente Duque Estrada

“Lembro a lâmina metálica da tampa que embeleza o campo para o fundo da língua. Início de namoro com pote branco, guardado no castelo gelado embaixo do ‘freezer’ para não estragar. Técnico, amasso e aperto na disputa por um último gracejo.” Leandro Santanna

Sobre alebizoni

Jornalista especializada em Mídia e Educação
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6 respostas para Monólogos do Iogurte

  1. Cristina Hare disse:

    Quem poderia supor, que um simples pote de iogurte pudesse causar tantas atitudes iguais e tantas sensações diversas?
    Foi engraçado constatar que praticamente todo mundo lambe a tampa e ver que em seu entorno se reúnem mães, madastras, compulsivos e alérgicos;
    Sem dúvida criar a partir de um objeto externo, nos deu uma visão inusitada de um tema, a princípio nada inspirador. Porém, desde abordagens eróticas até memórias de infãncia, os potinhos transbordaram originalidade e poesia.
    Mas eu, ainda prefiro a geléia de mocotó , porque a mãe fica com o copo…

    • alebizoni disse:

      Olá Cristina,

      Ficamos muito contentes com a sua participação.

      Suas palavras enriquecem a nossa página.

      Continue acompanhando o blog do Apalpe: novidades estão a caminho.

      Parabéns pela sua colaboração!

      Abraços.

  2. Flávia Muniz disse:

    A primeira frase do Leandro parece lambida! Cheia de “L”.
    🙂

  3. tetsuo disse:

    quero dizer que a galera do apalpe e o faustini são muito foda!! super interessante mesmo! ah” alguém viu uma chave aí 98785572 valew

  4. Jorge Freire disse:

    Muito bom. Exercício porreta esse!!!

  5. tetsuo disse:

    obrigado! a valkíria guardou a chave, já está comigo.

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