Escola Livre da Palavra

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Gran Finale

Néris Cavalcanti leva a plateia ao delírio

Ovacionado pela plateia, o ator Néris Cavalcanti estrelou o último show da noite. Uma releitura para lá de bem humorada do clássico My Way levou o público ao delírio. “Néris é um excelente ator que faz teatro de forma sensacional em Campo Grande”, disse Faustini, deixando para a cantora Numa Ciro concluir o comentário sobre o performer: “Néris é um dos maiores artistas do nosso país”.

Numa Ciro elogia performance de Néris Cavalcanti

E chegou o momento mais esperado do programa: o anúncio pelos vencedores dos prêmios do Apalpe, que totalizaram R$ 6 mil. A tela de Beá foi dada para o teatro Arthur Azevedo. “Pintar esse trabalho foi som na caixa”, brinca Beá.

Os três finalistas da categoria texto foram Ana Paula Lisboa, que escreveu sobre cabeleireiros, Rafaelle Castro, contando o universo das lan houses, e Vicente Duque Estrada com sua viagem de van. O público premiou Ana Paula Lisboa – R$ 1 mil. “Estou muito feliz e quero agradecer as pessoas que me ajudaram, inclusive a Rafa, que me mostrou seus textos prontos para eu nortear meu trabalho”, revela Ana Paula.

Em tom para lá de bem humorado, Faustini incentiva o público. “Viu aí, gente, é fácil participar do Apalpe. Aqui, se você escreve 10 linhas já é um escritor, e se lê uma página por dia já é um leitor”. Enquanto o programa rolava e os candidatos se contorciam de ansiedade pelos resultados, os internautas de Belém pediam o Apalpe por lá.

Núbia Pimentel e Poliana Helena foram eleitas pelo júri

Nas apresentações do Sarau, o Dito Pelo Não Dito, de Marcelo Gularte, faturou o prêmio do voto popular – R$ 1.500. Já o júri decidiu dividir a premiação entre duas performances: Palavra, Corpo e Território ou Geografia pela Palavra – R$ 750, de Jorge Freire, e Forninho – R$ 750, de Poliana Helena e Núbia Pimentel. Sópro Sopro, de Heyk Brauner, ganhou menção honrosa.

Yasmin Thayna fatura prêmio com o vídeo Guia da Periferia Afetiva

O curta da galera da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu que faturou o prêmio dado pelo público foi Pôr do Sol, de Cesar Carvalho e Fabíola Loureiro R$ 250, e a banca escolheu Guia da Periferia Afetiva, de Marina Gomes, Milena Manfredini e Yasmim Thayná R$ 250. Eu Mapa, de Juliane Melo e Allan Reis ganhou menção honrosa.

Luciana Bastos agradece seu companheiro de cena Leandro Santanna

Já na categoria esquetes a favorita do público também se concretizou como favorita do júri. No Ponto, texto de Rafaelle Castro, interpretado por Luciana Bastos e Leandro Santanna, faturou o primeiro lugar – R$ 1.500.

A boa notícia final foi dada pelo coordenador do Apalpe, o cineasta Marcus Vinícius Faustini. A meta é que seja realizado um programa Apalpe – A palavra da Periferia por mês neste ano de 2011. Vale a pena conferir!

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Cultura de Bar e Sandália de Pet

Sergio Vaz no palco do Apalpe - A Palavra da Periferia

Faustini recebeu também no palco Sergio Vaz, fundador da Cooperifa que comandou mais cedo a Oficina de Criação Poética na Escola Livre da Palavra. Sergio defendeu o direito de qualquer um escrever suas ideias, não importando sua origem ou condição social. A Cooperifa virou uma referência e tem vários filhos espalhados por todos os cantos do Brasil. “É muito bonito ver que nosso movimento está sendo seguido. Eu não sou referência para ninguém, mas a Cooperifa é”, afirma Vaz.

O momento foi a senha para que Luciana, da Barreira do Vasco, falasse sobre
a feira em frente ao estádio do Clube da Colina. Luciana faz sandálias utilizando garrafas pet e pedaços de tecidos, tem ateliê em São Cristóvão e em breve vai abrir a loja virtual www.retalhoscariocas.com.br. Ela tem um público variado que inclui estrangeiros, o pessoal da Zona Sul e a própria galera da sua comunidade. Para completar a festa, anunciou uma promoção especial: “Quem for ao ateliê e disser que esteve no Apalpe ganha desconto”. Todo mundo lá rapidinho então.

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Imagens e movimento

Beá Meira pinta a letra de Magalhanze

Está no ar o primeiro programa de auditório da Web. O Funk do Magalhanze, famoso por inventar palavras, levantou a plateia. Na sequencia, o pessoal do Enraizados cantou Licença Poética, enquanto a arquiteta, arte-educadora e artista plástica Beá Meira pintou a letra Magalhanze numa tela no mesmo palco. O evento ficou lotado e, quem não conseguiu assistir no auditório, conferiu o programa através de um computador colocado do lado de fora da Cia. dos Atores.

Como quem não comunica se trumbica, o programa teve até prêmios para o público, como nos tradicionais similares da TV convencional. Quem pensar um subtítulo para o programa do Apalpe ganha a coleção completa de livros Tramas Urbanas”. Depois, Junior Perim falou sobre economia criativa e cultura, sem meias palavras: “Criativa é a galera que constrói uma metodologia e consegue, a partir daí, se inserir no mercado e transformar isso em geração de renda e trabalho”, disse.

Lobo e Junior Perim conversam com o público do Apalpe

Também esteve no palco o mestre dos quadrinhos Lobo, da editora Barba Negra. O coordenador do Apalpe perguntou quem lê quadrinho hoje e Lobo explicou. “Antigamente o público era o menino pequeno que lia super- herói. Hoje isso mudou. Tem gente de todas as classes sociais e idades. A minha editora tem seis meses, e somos focados em histórias em quadrinho e universo pop, tem muito a ver com TV e Internet.

Enquanto isso a plateia também registrava o programa com uma câmera de segurança. O programa rolava e a artista plástica Beá Meira, parceira de fé do Apalpe, pintava palavras em sua tela. Beá falou da origem da união entre palavras e artes plásticas. “Quero promover a experiência artística para as pessoas. No Brasil o grande movimento que trouxe a visibilidade para a palavra foi a poesia concreta”, acredita Beá. Perguntada se pixo é arte, a artista não teve dúvidas: “Sim, tem pintura e atividade cultural e corporal”.

Rafaelle Castro e Eliana Souza e Silva falam sobre a importância da universidade

Foi lançada também a campanha “Eu Quero o Apalpe Aqui”, com as pessoas pedindo uma visita do projeto pelo twitter @defavelas ou deixando uma mensagem no blog www.apalpe.wordpress.com. Uma forma de estreitar ainda mais o contato com a periferia e com pessoas como Eliana Souza e Silva, que é Doutora em Serviço Social e Diretora da Redes de Desenvolvimento da Maré, onde criou o pré-vestibular social que está botando gente da Maré na universidade. “Vim da Paraíba para a Maré com cinco anos. Cresci lendo muito e estudei em todas as escolas da Maré, mas eu queria muito ir para a universidade. Busquei esse caminho, mas tem a ver com o meu núcleo familiar, tanto que meus cinco irmãos passaram pela universidade” contou Eliana.

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Prestenção, rapá!

Diretamente de Morro Agudo para o mundo, o pessoal do Enraizados soltou o verbo e a voz no palco da Cia. dos Atores, na Lapa. O ensaio dos rappers deu início à transmissão ao vivo do programa Apalpe – A Palavra da Periferia através do www.apalpe.wordpress.com. O coletivo cantou durante o programa a música Licença Poética.

“Escolhi Licença Poética porque tem tudo a ver com o evento. O Faustini tem o dom de inovar, ele pega ideias antigas e transforma em coisas novas. Estou impressionado com a estrutura do evento”, conta o rapper Dudu de Morro Agudo.

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Poesia e música na TV ao vivo!

Foram três dias de muita arte e alegria na Lapa, em pleno verão carioca – e tudo sob a chancela do Apalpe. Depois do Sarau e da apresentação de esquetes, plenos de diversidade e criatividade e observados por gente de experiência e talento nas bancas e mesas de jurados, o sábado 22 foi dia de poesia, música e interação com o público, na primeira transmissão do programa Apalpe – A Palavra da Periferia, comandado pelo coordenador do projeto, Marcus Vinícius Faustini, e que pode ser conferido no site www.apalpe.wordpress.com.br.

A transmissão ao vivo era a grande novidade do terceiro dia consecutivo de atividades do Apalpe na Lapa, mas o dia não era só de imagem, teve também muito conteúdo. Mineiro da cidade de Ladainha, em Minas Gerais, e cria da Zona Sul de São Paulo, o poeta Sergio Vaz, de 46 anos, proporcionou ao público do Apalpe uma tarde cheia de rima, música, poesia e muita risada. A Oficina de Criação Poética abriu as programações na Escola Livre da Palavra.

Oficina de Criação Poética com Sergio Vaz

Sergio iniciou os trabalhos falando sobre sua infância e de como teve os primeiros contatos com a literatura e com a poesia. Foi em casa, remexendo nas estantes de seu pai. Pegou gosto por ler todo tipo de livro. A partir daí se envolveu em movimentos literários e poéticos, e se orgulha em ser um dos fundadores da Cooperifa – Cooperativa Cultural da Periferia. O movimento, que reúne toda quarta-feira, ininterruptamente há nove anos, poetas e simpatizantes no bar do Zé Batidão, na Zona Sul de São Paulo, vai lançar no próximo dia 26, a primeira edição da revista que tem como título o nome do projeto.

“Para mim poesia é a forma de ver o cotidiano, de interferir na paisagem. Poesia pode ser gerada de tudo que está à nossa volta”, comenta Sergio, que iniciou a Oficina de Criação Poética na Lapa, a mesma que dá nas escolas públicas e na Febem de São Paulo, a partir de um copo de água. Cada participante falou uma palavra que pode ser associada aos derivados da água e Sergio anotou. O próximo passo foi escrever um poema, de no mínimo 12 linhas, sobre o tema. O trabalho culminou num sarau.

Dinâmica com a água como fruto da criação

Pessoas que nunca haviam escrito um texto poético como a bailarina Eloah Oliveira tiveram uma experiência inovadora. “Estudo jornalismo e estou mais acostumada a escrever um texto mais factual, sem muita bossa. Aqui fiquei muito à vontade para criar”, comenta Eloah.

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1º Programa Apalpe. Quem perdeu ao vivo, pode assistir agora

Clique e assista:
http://www.ustream.tv/recorded/12180064

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