Começamos a apalpar – veja como foi o processo seletivo

Crédito: Valquíria Ribeiro

Grupo ouvindo a apresentação do projeto

A Praça XI, berço do samba e núcleo de resistência da cultura negra na cidade, foi o local escolhido para dar o primeiro passo do projeto Apalpe — a palavra da periferia.

No último dia 3, na Lona da Escola de Circo Social Crescer e Viver começou a seleção para as 30 vagas oferecidas nesta primeira edição do Apalpe.

Por questões operacionais, os inscritos foram divididos em dois grupos. Na parte da manhã, em sua maioria, os candidatos vieram de bairros das Zonas Norte e Oeste, e também da Região Metropolitana do Rio. À tarde, o grupo foi formado por moradores do Centro e da Zona Sul.

Durante o encontro, Marcus Vinicius Faustini, um dos idealizadores do projeto, fez uma breve apresentação do Apalpe — um dispositivo de criação artística que visa incentivar moradores de diversas regiões da Região Metropolitana do Rio de Janeiro a produzirem intervenções artísticas a partir da relação corpo, território e palavra.

“O Apalpe não é uma oficina e nem um projeto para descobrir novos talentos. Queremos, por meio de um dispositivo, instigar os participantes a revelarem sua relação com o território, com a cidade. Em setembro, ao final dos nossos encontros, será realizada uma grande intervenção no Centro do Rio, uma região pela qual todos circulam”, explicou Faustini.

Grupo reunido em torno de seus objetos de memória escuta as orientações de Faustini

Dez encontros – Na apresentação do projeto, Faustini esclareceu como o Apalpe funcionará: serão dez encontros que acontecerão aos sábados, das 10h às 17 horas.

Em cada encontro, uma linguagem diferente será trabalhada. Haverá grupos de contadores de histórias, palestras e debates com intelectuais e ativistas culturais.

Semanalmente, os participantes serão estimulados por meio de exercícios, que serão publicados neste blog, a darem continuidade aos trabalhos do final de semana.

As atividades acontecerão prioritariamente no Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam), aonde serão pesquisados diversos mapas da cidade. Contudo, também há atividades programadas outros locais, como espaços públicos da cidade.

“Nos encontros, haverá provocações estéticas para tirar as pessoas de suas ‘zonas de conforto’ e estimular o contato com metodologias de criação distintas de seu universo”, assinalou o autor do Guia Afetivo da Periferia, ao apresentar a metodologia do trabalho.

Sobre alebizoni

Jornalista especializada em Mídia e Educação
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