Os frutos da catação

Participantes retrataram vários territórios em seus textos

Fizeram o dever de casa? Com esta pergunta o coordenador do Apalpe, Marcus Vinicius Faustini, começou a aula desta quarta-feira na Escola Livre da Palavra, na Lapa.  Em seguida, os escritores começaram a ler seus textos, fruto das catações, adiamentos e combinatórios vistos nos encontros anteriores.

 Ernani Cal foi o primeiro a descrever sua catação numa van que cruzou diversos bairros da Zona Sul carioca, entre eles Copacabana, Ipanema e Leblon. O segundo foi Henrique Silveira, que fez seu exercício numa lan house em Imbariê. João Aleixo deu continuidade e também foi a uma lan house, só que no Catete. Cenário de catação este também escolhido pela Combatentte Xavier, que ficou por sua área, Vigário Geral. Eduardo Kratochwil circulou de Kombi num trajeto do Rio Comprido ao Largo do Machado, e Eduardo Almeida também foi de Kombi de São Cristóvão a Bonsucesso.

 Após as leituras, Faustini tomou voz e agradeceu aos alunos. “Quero parabenizar vocês, pois vi que realmente fizeram o exercício. Aqui tem coisas ótimas, e vi diversos caminhos”. Sobre o texto do Ernani, o secretário de Cultura de Nova Iguaçu, Écio Salles, comentou: “Uma característica forte do Ernani é um domínio do começo ao fim da história. São sempre as mesmas notas, e isso pode ser um medo de fazer as coisas não desandarem”.

Henrique Silveira apresentou seu texto sobre uma lan house de Imbariê

 Para o material de Henrique, o comentário foi objetivo. “Está tudo muito expressivo. Todas as escolhas estão no campo do expressivo. E é uma voz que não se revela, pois ela só se revela quando passeia e é afetada. Temos um padrão de não entrega até aqui”, afirma Faustini, engatando no comentário sobre o texto do João. “Você decupa o ambiente sem qualidade expressiva. Decupagem não é literatura. Um bom começo para literatura é ‘colocar o seu na reta’”, sugere. A frase despertou risadas na turma.

 Classificação foi um elemento encontrado por Faustini no texto da Combatentte. “Achei a classificação de pessoa por nickname bem legal. E tem assunto. Mas faltou desenvolver melhor. Quando se classifica, esquece-se de viver. Pense que talvez fosse bom você escrever um dia sobre o playboy”, sugeriu. Eduardo Kratochwil destacou-se pelo uso exagerado de adjetivos ao texto, com formato poético exagerado; Eduardo Almeida e Elizangela se renderam à citação, o que deixou seus textos sem fluxo. Já Vicente foi à lan house, mas sua apresentação ficou para o próximo encontro dos escritores do projeto.

Sobre alebizoni

Jornalista especializada em Mídia e Educação
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