O que achou de apalpar Mano Brown e Ice Blue?

“Achei sensacional pela integração de visões. Tivemos aqui a integração do saber acadêmico como saber da periferia. O mais importante é que não houve opressão de nenhuma parte do discurso. Aqui foi livre, porque foi espontâneo. Eu fiz a pergunta que eu quis fazer, e eles responderam o que quiseram falar, tivemos essa liberdade.”

Bruno Makalé, MC e rapper

“Achei o dia de hoje muito interessante. Eu não conhecia o Apalpe e achei muito legal, porque sou professora de literatura e trabalhar com a palavra é fundamental. E trazer a história do Mano Brown e do Ice Blue, com suas idéias revolucionárias eu achei demais.”

Fabiana, professora de litetatura e doutoranda pela Universidade Federal da Bahia

“É importante aproximar os jovens dos artistas que eles gostam. Isso apesar da favela não estar aqui de fato neste ambiente. Mas é um local que serve para debater. Mesmo os Racionais não sendo a voz da favela, eles são formadores de opinião, eles são muito importantes tanto na música como na política. Como artista, o que levo daqui hoje é uma reflexão para os moradores de favelas.”

MC Fiell, morador do Morro Santa Marta, no Rio de Janeiro

“Achei bem legal o Mano Brown e o Ice Blue virem para um espaço universitário. Muitos acham que eles não deveriam estar aqui. Mas ao contrário, elçes têm que vir e disseminar essas mensagens para o branco, para as universidades, a gente tem que aprender e trocar.”

Luis Henrique, diretor de criação do Estúdio Metara

Achei do caralho! O mais maneiro foi ver Brown e Blue falando da estátua do príncipe: ‘quantos índios e pretos essa cara não deve ter matado’. Esse foi o momento mais marcante pra mim. Mas o mais importante de hoje é que vivenciamos um processo, como o próprio Mano Brown falou. Só desse evento estar acontecendo já é uma mudança. Quando a gente imaginou que teríamos Mano Brown, ao lado de um piano, rimando nesse espaço?”

João Aleixo, estudante de cinema e representante do território do Flamengo no Apalpe

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Hoje o Apalpe continua em ritmo de rap, literatura, funk e onde mais houver palavra. A programação não para e a chapa segue quente com:

– Encontro com Ronaldo Correia de Brito

Local: Sede Cia dos Atores às 19h

Intervenção Urbana “A palavra da periferia”:
– Abertura da Intervenção Urbana Apalpe – Toda a Rua Teotônio Regadas sofrerá intervenções visuais a partir do uso de palavras, transformando a via pública num local de experimentação estética, onde a memória do território, arte e vida se misturam: projeções, pinturas, cartazes, performances, etc.
 
- Happening com mais de 35 artistas da metrópole do Rio
 
- Abertura da exposição Carrinho Ambulante Literário

–    Distribuição da Revista Apalpe – 35 contos produzidos no processo de oficinas
 
- Pocket Show com Numa Ciro (performer, cantora e atriz)
 
- Bailão Literário – Coquetel e som eletrônico com o DJ Saens Peña

Local: Escola Livre da Palavra e Rua Teotônio Regadas a partir das 21h

Veja aqui trechos da conversa com Mano Brown e Ice Blue

Veja Mano Brown e Ice Blue cantando no primeiro evento Apalpe

Sobre alebizoni

Jornalista especializada em Mídia e Educação
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