O 11 de setembro do Apalpe

Participantes se reúnem para ouvir orientações de Faustini

O dia 11 de setembro marcou o encerramento do ciclo de oficinas do Apalpe. No último sábado, Marcus Vinicius Faustini comandou a última dinâmica do grupo, no Salão Vermelho do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam).

Na ocasião, o mediador informou que os próximos encontros serão realizados em lugares diversos e servirão de preparação para o grande evento do Apalpe, que acontecerá nos dias 8, 9 e 10 de outubro.

Por isso, na última dinâmica, Faustini analisou a atividade realizada em Santa Teresa. Na semana anterior, os participantes elaboraram um mapa de suas vidas e foram vendê-lo em Santa Teresa, no evento “Artes de Portas Abertas”.

“Não podemos reproduzir uma lógica velha. Por isso precisamos treinar para não fazer do objeto um fetiche. Quando vocês foram até Santa Teresa vender os mapas, vocês viram que podem ser mediadores. Deste modo, devemos desencadear um processo de discussão de estratégias para democratizá-las”, observou Faustini.

Prosseguindo em seu raciocínio, o mediador salientou a importância do desprendimento do autor em relação à obra que produz. “É importante vender, se desprender da obra. Hoje, o autor está em toda a parte. E, quando se utiliza dispositivos, o centro da obra está tanto no autor quanto no receptor. Desse modo, o artista se torna um operador do mundo”, completou o autor do Guia Afetivo da Periferia.

Nesse contexto, alguns participantes revelaram como foi a experiência de oferecer sua produção para o público em Santa Teresa. Talitta Chagas Daniel. “Quando fui vender meu mapa, disse que se tratava de um dispositivo para democratizar a Literatura. Cada um elaborou uma estratégia diferente”, observou a estudante de dança, que representa o território de Botafogo.

Encontros e despedidas – No derradeiro encontro, os participantes aproveitaram a oportunidade para fazer um balanço do Apalpe em suas atividades. O projeto, que inicialmente não estava muito claro para alguns participantes, acabou abrindo novos horizontes para o grupo.

“Foram dez encontros. E o que é o Apalpe? Sinto que foi um processo extremamente mobilizador. Tenho um pensamento estético que agora encaro de forma diferente. O Apalpe foi uma maneira mais próxima de encontrar esse lugar. O Apalpe me coube dentro daquilo que posso ser”, revelou Renata Freitas, cujo território é o Cachambi.

Já Tathiana Mendonça, que mora no Vidigal, destacou a importância da proposta da ação, da intervenção, do Apalpe. “O apalpe nos apresenta ações que me movem para um lugar em posso fazer algo por mim. Desse modo, é bastante pertinente a fala do Jailson de Souza “Só faço o que faço para dar sentido à minha vida”, acrescentou Tathiana.

Ao conversar com os integrantes do grupo, Faustini agradeceu empenho e pediu que participantes desencadeiem um série de projetos em seus territórios, a fim de multiplicar a proposta de intervenção na cidade.

“Recriem seus projetos. Precisamos existir no Rio e pensar uma existência num grupo de ação que inclua os pobres. Divulguem o Apalpe. Tu não serás jamais quem tu és”, concluiu o coordenador do Apalpe.

Sobre alebizoni

Jornalista especializada em Mídia e Educação
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Uma resposta para O 11 de setembro do Apalpe

  1. Rafaelle Castro disse:

    Tu não será jamais o que tu NÃO és… Muito bom!

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