Apalpe — a integração da cidade pela arte

Gerente de patrocínio da Petrobras aplaude o projeto Apalpe

No último dia 10, começaram as oficinas do Apalpe — a Palavra da Periferia. E uma das empresas que contribuíram para sua realização foi a Petrobras, que abraçou o projeto.

 Além do enfoque artístico, o Apalpe se reveste do viés de responsabilidade social, uma vez que dá vez e voz a pessoas da periferia, reunindo participantes de diferentes localidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, explicou a gerente de patrocínio da Petrobrás, Eliane Costa.

 Nesta entrevista, Eliane Costa celebra a concretização do projeto, que surge como desdobramento do bem sucedido Guia Afetivo da Periferia, escrito por Marcus Vinicius Faustini.

Somente neste ano, no Programa Petrobrás Cultural (PPC), a Petrobrás investirá uma verba total R$61,2 milhões, destinada à seleção pública de projetos em 19 áreas culturais, dentro das três linhas de atuação do PPC: Formação; Preservação e Memória; e Produção e Difusão.

Por isso, em seu depoimento, a especialista apresenta as expectativas em relação ao projeto e salienta a preocupação da Petrobras em promover a interação, por meio da arte, de diversos segmentos da sociedade.

 Por que patrocinar o projeto Apalpe, que se destina a dar vez e voz à periferia?

Eliane Costa – A política de Patrocínios da Petrobrás está de acordo com o planejamento da empresa, que visa não apenas a lucratividade, mas também o crescimento do país e o compromisso social. E o Apalpe é um projeto que se integra perfeitamente nessa proposta, pois trabalha com a diversidade, dentro de uma perspectiva democrática, na qual todos os públicos têm direito à voz. Além do enfoque cultural, o Apalpe tem um viés de responsabilidade social na medida em que procura introduzir preocupações com a diversidade, com o direito ao acesso a bens culturais e com a própria política pública para a cultura de nosso país.

A Petrobrás também patrocinou a coleção “Tramas Urbanas”, dentro da qual foi publicado o Guia Afetivo da Periferia, cuja metodologia será replicada no Apalpe. Que retorno a Petrobras obteve do projeto “Tramas Urbanas” e do “Guia Afetivo da Periferia”?

Eliane Costa – O projeto “Tramas Urbanas” é extremamente alinhado a essa preocupação com a responsabilidade social da Petrobras e com a difusão de iniciativas culturais, que não têm a necessária ressonância e nem sempre conseguem visibilidade na grande mídia. E, nessa coleção, se insere o Guia Afetivo da Periferia, que atende a esses critérios estabelecidos nos patrocínios culturais da Petrobras. O projeto Apalpe, que se inspira no trabalho desenvolvido no Guia Afetivo da Periferia, representa uma forma de dar continuidade a essa iniciativa.

Com aproximadamente 150 inscrições, o Apalpe despertou o interesse de moradores de áreas distintas da Região Metropolitana do Rio. Houve interesse de moradores de lugares distantes entre si, como Guadalupe, Duque de Caxias, Leblon e Lapa. Qual é a pertinência de projetos que promovam encontros entre pessoas de classes sociais distintas por meio de um dispositivo cultural?

Eliane Costa – Este é um aspecto que valoriza intensamente o projeto. Ele está em sintonia com a nossa proposta. Uma das prioridades da Petrobrás é trabalharmos essas conexões entre as diferentes regiões. Procuramos projetos que estimulem o trânsito e quebrem essas barreiras da cidade partida. Há uma série de demonstrações de possibilidade desse compartilhamento e o Apalpe vem nessa linha. Iniciativas como o programa Conexões Urbanas, do AfroReggae, e o projeto Nós do Morro, ambos patrocinados pela Petrobras, também estimulam o trânsito entre esses espaços da cidade. Não queremos que os projetos fiquem restritos a guetos, que sejam classificados como “projetos de periferia”.

 Sendo a Petrobras a principal empresa patrocinadora das Artes no Brasil, como a senhora vê a integração das artes em um projeto não como um evento e sim como um processo?

Eliane Costa – O Apalpe nos parece um projeto bastante alinhado com os nossos objetivos. Ele visa, além da produção cultural, formação de público, identificação de talentos. Suas ações serão voltadas para a formação dos adultos participantes e também para a reflexão sobre a cultura brasileira. E esses aspectos são prioridade da Petrobras. Por isso a integração entre a coleção Tramas Urbanas, o Guia Afetivo da Periferia e o Apalpe – a palavra da periferia.

Qual é a sua crença na palavra?

Eliane Costa – Acredito na palavra e no gesto. Não bastam as palavras, elas devem ser acompanhadas pelo gesto. Contudo, a palavra é fundamental; registra nossa história individual e coletiva, seja por meio de textos, de vídeos ou de sites. As palavras têm a possibilidade de agregar essa expressão da representação. Por isso, acredito no Apalpe, que é palavra da periferia.

Hoje, a Petrobras é a maior empresa financiadora das Artes no país. Como contemplar expressões artísticas tão numerosas e diversas entre si?

Eliane Costa – Esse equilíbrio ocorre em virtude da seleção pública. Patrocinamos projetos no Brasil inteiro, em segmentos diferentes, contemplando a nossa diversidade étnica e regional. Quando selecionamos nossos projetos, estamos atentos àqueles que nos convidam a trabalhar, de forma equilibrada, a nossa diversidade cultural.

Que mensagem a senhora deixar para os participantes do projeto?

Eliane Costa – Confio muito nesse projeto. Tenho a expectativa de que ele seja um processo e não apenas um produto. Espero que tenhamos mais resultados dessas intersecções. Desejo que essas conexões entre os diferentes espaços da cidade se tornem possíveis. Penso que a iniciativa vai gerar narrativas muito interessantes e também intervenções com histórias individuais e coletivas.

Sobre alebizoni

Jornalista especializada em Mídia e Educação
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